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MPMS apura descarte irregular de embalagens de agrotóxicos em fazenda de MS

MPMS apura descarte irregular de embalagens de agrotóxicos em fazenda de MS

Fiscalização encontrou resíduos sem proteção adequada, em desacordo com normas ambientais

O descarte irregular de embalagens vazias de agrotóxicos em uma propriedade rural de Paraíso das Águas,   é alvo de investigação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). A apuração foi instaurada após uma fiscalização identificar os resíduos expostos a céu aberto, sem acondicionamento adequado e em desacordo com as exigências legais.

Conforme o site Campo Grande News, o inquérito foi instaurado pela 2ª Promotoria de Justiça de Chapadão do Sul a partir de um Auto de Infração e de um Relatório de Fiscalização da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal). Conforme os documentos, além das embalagens, os fiscais constataram que a propriedade não possuía local apropriado para acondicionar as embalagens, além de apontar a necessidade de identificar o responsável pelo descarte irregular.

Com a instauração do inquérito civil, o MPMS pretende reunir documentos, informações e elementos técnicos para verificar a extensão de eventuais danos ambientais e definir as medidas cabíveis. Entre as possibilidades estão a adoção de providências extrajudiciais ou o ajuizamento de ações para garantir a reparação dos danos, caso sejam confirmados.

Como parte da investigação, a Promotoria determinou o envio de ofício à empresa investigada para solicitar informações, documentos relacionados ao imóvel rural e manifestação sobre a possibilidade de firmar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), instrumento utilizado pelo Ministério Público para corrigir irregularidades e prevenir novos danos.

Pela legislação brasileira, as embalagens vazias de agrotóxicos devem ser armazenadas temporariamente em local coberto, ventilado, com piso impermeável e protegido da chuva e do sol, até serem devolvidas aos postos de recebimento autorizados. A medida busca evitar a contaminação do solo, dos recursos hídricos e reduzir riscos à fauna, à flora e à saúde humana.  A apuração do MPMS busca verificar se houve descumprimento dessas obrigações e a eventual responsabilização dos envolvidos.

 

BATANEWS/VEJA

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